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Strategic Capacity Investment Under Uncertainty
Strategic Capacity Investment Under Uncertainty
Sinais erróneos em esquemas conjuntos para o valor esperado e paraa variância de processos
Quando se pretende controlar simultaneamente o valor esperado e a variância de um processo é comum utilizar-se um esquema conjunto. Este tipo de esquema é constituído por duas cartas de controlo que operam em simultâneo, uma que controla o valor esperado e outra que controla a variância do processo. A utilização deste tipo de esquemas pode levar à ocorrência de sinais erróneos, associados, por exemplo, às seguintes situações:
Os sinais erróneos são sinais válidos que podem levar o operador de controlo de qualidade a desencadear acções inadequadas para corrigir uma causa inexistente. Posto isto, é importante considerar a frequência com que estes sinais ocorrem como uma medida de desempenho dos esquemas conjuntos. Neste trabalho analisa-se o desempenho de esquemas conjuntos do ponto de vista da probabilidade de ocorrência de um sinal erróneo com especial enfoque em esquemas conjuntos para processos univariados i.i.d. e autocorrelacionados.
Neste seminário será abordada a questão do “Qual é o Maior Salto em Comprimento ao alcance do H(h)omem, dado o actual state of the art”? Para responder a essa pergunta será usado o crème de la crème, i.e., os dados são coligidos a partir dos melhores atletas olímpicos na modalidade, a partir da base de dados do World Athletics Competitions - Long Jump Men Outdoors. Esta abordagem do problema é baseada na Teoria de Valores Extremos e as respectivas técnicas estatísticas. Usar-se-ão apenas os melhores desempenhos das World top lists. A estimativa final do potencial recorde, i.e., o limite superior do acontecimento salto em comprimento, permite inferir acerca da melhor marca individual possível, dadas as condições actuais, quer em termos de conhecimento do fenómeno, quer relativamente às condições e regras de registo na modalidade desportiva. Actualmente o recorde de 8,95m é detido por Mike Powell (USA) em Tokyo, 30/08/1991. Em Valores Extremos insere-se na estimativa do limite superior do suporte para uma distribuição no Max-domínio da Gumbel.
Palavras-chave: Valores Extremos em Desporto, Teoria de Valores Extremos, Estimação do Limite Superior do Suporte no Domínio Gumbel, Abordagem Semi-paramétrica para Estatística de Extremos.
Why we need non-linear time series models and why we are not using them so often
An overview of capture-recapture models
Espaço das variáveis: onde estatística e geometria se casam. O caso das distâncias de Mahalanobis.
A forma usual de conceptualizar a representação gráfica duma matriz $X_{n\times p}$ de dados de indivíduos $\times$ variáveis consiste em associar um eixo a cada variável e nesse referencial cartesiano representar cada individuo por um ponto, cujas coordenadas são dadas pela linha de $X$ correspondente ao individuo. A popularidade desta representação no espaço dos individuos ($\mathbb{R}^p$) resulta, em grande medida, do facto de ser visualizável para dados bivariados ou tri-variados. No entanto, para um número maior de variáveis ($p \gt 3$) essa vantagem deixa de existir.
Uma representação alternativa é importante na análise e modelação dos dados. No espaço das variáveis, cada eixo corresponde a um individuo e cada variável é representada por um vector a partir da origem, definido pelas $n$ coordenadas da respectiva coluna matricial. Esta representação das variáveis em $\mathbb{R}^n$ tem a enorme vantagem de casar conceitos estatísticos e conceitos geométricos, permitindo uma melhor compreensão dos primeiros. Tem raízes sólidas na escola francesa de análise de dados, mas o seu potencial nem sempre é explorado.
Nesta comunicação começa-se por relembrar os conceitos geométricos correspondentes a indicadores fundamentais da estatística univariada e bivariada (média, desvio padrão, coeficiente de variação ou coeficiente de correlação) ou multivariada (exemplificando com o caso da análise em componentes principais). Aprofunda-se a discussão no contexto de regressões lineares múltiplas, cujos conceitos fundamentais (coeficiente de determinação, as três somas de quadrados e a sua relação fundamental) têm interpretação geométrica no espaço das variáveis.
Seguidamente, discute-se a utilidade desta representação geométrica no estudo das distâncias de Mahalanobis, que desempenham um papel de primeiro plano na estatística multivariada. Mostra-se como as distâncias (ao quadrado) de Mahalanobis medem a inclinação do subespaço de $\mathbb{R}^n$ gerado pelas colunas da matriz centrada dos dados, o subespaço $\mathcal{C}(X_c)$, em relação ao sistema de eixos. Em particular, mostra-se como as distâncias de Mahalanobis ao centro, \[D^2_{x_i,\overline{x}}=(x_i-\overline{x})^t \S^{-1} (x_i-\overline{x}),\] são apenas função de $n$ e do ângulo $\theta_i$ entre o eixo correspondente ao indivíduo $i$ e $\mathcal{C}(X_c)$, enquanto que a distância (ao quadrado) de Mahalanobis entre dois individuos, \[D^2_{x_i,x_j}=(x_i-x_j)^t \S^{-1} (x_i-x_j),\] é também função apenas de $n$ e do ângulo entre $\mathcal{C}(X_c)$ e a bissectriz gerada por $e_i-e_j$, sendo $e_i$ e $e_j$ os vectores canónicos de $\mathbb{R}^n$ associados aos dois individuos. Algumas recentes majorações e outras propriedades importantes destas distâncias (Gath & Hayes, 2006 e Branco & Pires, 2011) são expressão directa destas relações geométricas. Apesar das distâncias de Mahalanobis dizerem respeito aos individuos, os conceitos geométricos que lhes estão associados no espaço das variáveis podem ser explorados para aprofundar e estender esses resultados.
On the Aging Properties of the Run Length of Markov-Type Control Charts
A change in a production process must be detected quickly so that a corrective action can be taken. Thus, it comes as no surprise that the run length (RL) is usually used to describe the performance of a quality control chart.
This popular performance measure has a phase-type distribution when dealing with Markov-type charts, namely, cumulative sum (CUSUM) and exponentially weighted moving average (EWMA) charts, as opposed to a geometric distribution, when standard Shewhart charts are in use.
In this talk, we briefly discuss sufficient conditions on the associated probability transition matrix to deal with run lengths with aging properties such as new better than used in expectation, new better than used, and increasing hazard rate.
We also explore the implications of these aging properties of the run lengths, namely when we decide to confront the in control and out-of-control variances of the run lengths of matched in control Shewhart and Markov-type control charts.
Phase-type distributions; Run length; Statistical process control; Stochastic ordering.
Morais, M.C. and Pacheco, A. (2012). A note on the aging properties of the run length of Markov-type control charts. Sequential Analysis 31, 88-98.
Optimal Technology Adoption when the Arrival Rate of New Technologies Changes
Understanding the state of men's health in Europe through a life expectancy analysis
We described trends in life expectancy in the European Union member States (EU27) between 1999 and 2008 using mortality data obtained from Eurostat. We then used Pollard's decomposition method to identify the contribution of deaths from different causes and at different age groups to differences in life expectancy. We first examined the change in life expectancy for men and for women between the beginning and end of this period. Second, we examined the gap in life expectancy between men and women at the beginning and end of this period.
Between 1999 and 2008 life expectancy in the EU27 increased by 2.77 years for men and by 2.12 years for women. Most of these improvements were due to reductions in mortality at ages over 60, with cardiovascular disease accounting for 1.40 years of the reduction in men. In 2008 life expectancy of men in the EU27 was 6.04 years lower than that of women. Deaths from all major groups of causes, and at all ages, contribute to this gap, with external causes contributing 1.00 year, cardiovascular disease 1.75 years and neoplasms 1.71 years.
Improvements in the life expectancy of men and women have mostly occurred at older ages. There has been little improvement in the high rate of premature death in younger men. This would suggest a need for interventions to tackle the high death rate in younger men. The demonstration of variations in premature death and life expectancy seen in men within the new European Commission report, highlight the impact of poor socio-economic conditions. The more pronounced adverse effect on the health of men suggests that men suffer from 'heavy impact diseases' and these are more quickly life-limiting with women more likely to survive, but with poorer health.